Dicas sobre o desenvolvimento infantil

Por Gláucia Gallerani
          
            Nós, pais e educadores, devemos ficar atentos ao fato de que a evolução do ser humano é uma seqüencia, ou seja, um aprendizado atual tem relação com um anterior e não se desenvolve “magicamente” de um dia para o outro.
          
             Pensando nisto seguem algumas dicas de etapas a serem observadas para poder melhor estimular o seu filho(a):
1) A criança passa por uma seqüência motora de controle de cabeça, de tronco, rolar, arrastar, engatinhar e andar. Tente evitar que ela pule esta seqüência em seu desenvolvimento motor pois estes movimentos a ajudarão na percepção de seu corpo e espaço.
2) Faça diversos tipos de sons com a boca, com as mãos, ouça e cante músicas, faça movimentos com ritmo. Tudo isto auxilia a criança na aquisição da linguagem e na forma de se expressar.
3) As vezes os pais dão objetos pequenos para o bebê. Além do perigo de levá-los à boca, saiba que seu bebê em geral, só realiza o movimento de pinça a partir de 1 ano. Dê para ele objetos de tamanhos grandes e médios antes dele alcançar a coordenação motora fina. Além disto, proporcione diversas texturas para o desenvolvimento sensorial.
4) Por volta de 1 ano e meio a criança começa a fazer rabiscos e você pode começar a dar a ela gizão de cera para iniciar traços, não só em um papel sobre a mesa mas também na posição vertical (como as lousas na parede). 
5) Brinque com a criança chocalhos e brinquedos sonoros, passando-os de uma mão à outra, escondendo objetos, mexendo-os em posições verticais e horizontais. Utilize também encaixes dos mais diversos tipos (potes com tampa, panelinhas, roscas). Eles são o início do que evoluirá para resolução de futuros quebra-cabeças, jogos de raciocínio, seqüências lógicas, dominós, percepção de tempo e espaço.
Enfim, lembre-se que crianças que tem chance de experimentar diferentes tipos de estímulos e brinquedos despertam mais sua curiosidade e conseqüentemente sua inteligencia.

Dicas sobre o desenvolvimento de fala e linguagem

(este texto foi extraído parcialmente de http://www.sinepepr.org.br/sinepe_on_line/2013/maio/06_05_13_leia_mais_online.pdf)

   ...As primeiras palavras de um bebê sempre emocionam pais e mães que empolgados, passam espontaneamente a estimular novas manifestações, principalmente quando o que foi dito se refere a algo parecido com “papai” ou “mamãe”. Esse incentivo é importante para um desenvolvimento saudável, mas todo adulto que conviva com uma criança deve tomar alguns cuidados para não atrapalhar o que seria a aquisição natural da linguagem.
     Pesquisas recentes na área da linguística e das neurociências têm confirmado que o cérebro humano nasce pronto para adquirir e interpretar códigos de linguagem e, portanto, qualquer criança saudável que cresça entre falantes aprende a falar apenas ouvindo. O ritmo do aprendizado pode variar por diversos fatores, e um dos principais é a influência do ambiente....
 
ETAPAS
Até 3 meses
Para falar é preciso ouvir e, por isso, é importante que sejam feitos exames de audição no recém-nascido, como o teste da orelhinha. O exame é gratuito e obrigatório em todos os hospitais desde 2010. Nos primeiros meses, o choro é a principal forma de comunicação. Conforme passam as semanas, a criança se habitua às sílabas mais faladas por seus pais e, a partir disso, emite sons variados, não intencionais, experimentando o que pode fazer. É por causa dessa memória auditiva que não se deve falar de modo infantilizado com o bebê, exagerando nos diminutivos. O que a criança ouve, ela guarda, exatamente na forma como ouviu.
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4 meses a 1 ano
É provável que os primeiros “papá” ou “mamã” apareçam nessa etapa e, embora encha os pais de orgulho, não quer dizer necessariamente que a criança já vincule a palavra à pessoa. Nesse período a criança brinca bastante com os sons e pode optar por uns mais que outros por causa da sensação que trazem ou por achá-los engraçados.
A criança passa a variar tons e usar padrões silábicos, o que deixa os sons mais parecidos com os de um idioma. Conversar, ler e cantar ajudam muito nessa aquisição da variedade de padrões.
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1 a 2 anos
Nessa fase, as mudanças são muito rápidas. O aumento do vocabulário se dá diariamente e há pesquisas que estabelecem entre 200 e 250 o número aproximado de termos para uma criança de 2 anos. Depois de 1 ano e meio, ela passará a repetir o que os pais dizem logo depois de ouvir. Por isso, é bom ficar atento ao que se fala na frente da criança e também àquilo que ela assiste na tevê. Ela já é capaz de dar a entonação correta para perguntas e exclamações e pode até se arriscar a cantar as músicas de que gosta, mesmo quando não as está ouvindo. Próximo do aniversário de 2 anos, devem surgir as primeiras frases completas, com até quatro palavras.
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2 a 3 anos
Nessa faixa etária, a criança já expressa bem praticamente todas as vontades e sensações. Aprende a usar pronomes e verbos, passando a referir-se a si mesmo como “eu” e será capaz de manter conversas simples. Essa fase é adequada para a correção da pronúncia, mas nunca evidenciando o erro, apenas repetindo de forma correta a palavra que a criança errou. Com 3 anos é comum os pais entenderem tudo o que a criança diz.
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